Banda finlandesa faz forró universitário surpreendente

Mirkka ja Madrugada

Por Sigryd Bagon

A banda finlandesa Mirkka ja Madrugada toca um bom forró universitário para brasileiro nenhum colocar defeito. Nessa entrevista, a vocalista Mirkka Kivilehto conta um pouco mais sobre as influências da banda e a trajetória.

Mirkka Kivilehto – laulu
Elina Heikkinen – viola
Larri Himma – guitarra
Ville Husgafvel – acordeon
Janne Viitanen – baixo
Tuomas Saikkonen – zabumba
Riku Nissilä – percussão

www.mirkkajamadrugada.com

 

SL: Como surgiu a ideia de tocar um estilo de música brasileira na Finlândia?

MK: Eu fiz intercâmbio no Brasil durante um ano e assim eu conheci um pouco da cultura brasileira. Nós, da banda, nos conhecemos através da capoeira e começamos a tocar forró depois das festas na madrugada. As músicas de forró eram simples de tocar e fáceis de se adaptar.

SL: Quais são as principais influências musicais da banda?

MK: Eu diria que as influências no início foram a Falamansa e Luiz Gonzaga, mas depois a gente correu atrás de outras bandas e outros estilos de forró também, como Bicho de Pé e outros. Claro, reggae e música finlandesa tem influenciado bastante a gente.

SL: Há alguma parte da cultura brasileira com a qual você se identifica? Você acha que há alguma semelhança entre a cultura brasileira e a cultura finlandesa?

MK: No Brasil eu conheci algumas partes da cultura brasileira, como samba e forró, mas depois, através da capoeira e as pessoas brasileiras que conheci no caminho, eu conheci mais as partes afro-brasileiras e indígenas: como samba de roda, coco, jongo, tambor de crioula etc. São elas com quais eu me identifico mais. As melodias e os ritmos básicos do forró tem semelhanças com a música popular finlandesa dos tempos passados. Como forró é simples para se adaptar, temos um público que cresce cada dia aqui na Finlândia.

SL: O ensino musical geralmente começa cedo na Finlândia. Qual é a trajetória dos membros?

MK: Cada um de nós tem tocado algum instrumento musical desde pequeno, mas só dois da banda tocam o seu instrumento profissionalmente.

SL: Como o povo finlandês reage a sonoridade brasileira das músicas da banda?

MK:  Em geral, o público finlandês acha nosso estilo rico e interessante. As músicas brasileiras que tocamos parecem claramente mais exóticas para eles, por causa da língua e tudo, mas as nossas músicas próprias já são uma mistura de tantas coisas que o público talvez não relaciona as músicas com a cultura brasileira mas com um estilo novo e diferente.

SL: Como foi o processo de composição das letras em finlandês ao ritmo brasileiro?

MK: No início tocamos só forró brasileiro em português. A galera se amarrou e adorou as músicas e a dança, mas sempre vieram pessoas a falar que seria tão bom entender as letras também e que assim o público poderia se adaptar já num outro nível. Não queríamos fazer traduções das músicas brasileiras mas começamos  a fazer as nossas músicas próprias com letras em finlandês e com nosso próprio tempero.

SL: Qual foi o maior desafio ao escolher trabalhar com um ritmo brasileiro em terras finlandesas?

MK: O maior desafio nesse processo era e é trabalhar de um jeito que a gente possa representar bem os lados do forró com respeito as raízes, mas ao mesmo tempo entender que não podemos sempre agradar todas as pessoas no mundo  :)

SL: Agradecemos muito a participação de vocês, falando um pouco mais sobre sua cultura e seu trabalho. Que mensagem gostariam de deixar aos leitores do Suomi Lovers?

MK: Queremos agradecer pela atenção de todo mundo e esperamos que a gente se encontre nos shows da banda em um futuro próximo!

 

 

 

by Sigryd Bagon

The Finnish band Mirkka ja Madrugada already play a good Brazilian forró universitário without defects. In this interview, the singer Mirkka Kivilehto tells a little more about the band’s influences and trajectory.

 

Mirkka Kivilehto – Vocals
Elina Heikkinen – viola
Larri Himma – guitar
Ville Husgafvel – accordion
Janne Viitanen – bass
Tuomas Saikkonen – zabumba
Riku Nissilä – percussion

http://www.mirkkajamadrugada.com

 

SL: How did the idea of ​​playing a style of Brazilian music in Finland come from?

MK: I did exchange in Brazil for a year and so I knew a bit of Brazilian culture. We met the band through capoeira and forró started playing after the holidays at dawn. Forró songs were simple to play and easy to adapt.

SL: What are the major musical influences of the band?

MK: I would say that the early influences were Falamansa and Luiz Gonzaga, but then we ran for other bands and other styles of forró also like Soft Foot and others. Sure, reggae and Finnish music has influenced us greatly.

SL: Is there any part of Brazilian culture with which you identify with? Do you think there is some similarity between Brazilian culture and the Finnish culture?

MK: In Brazil I met some parts of Brazilian culture, such as samba and forró, but then through capoeira and Brazilian people I met along the way, I met the most african-Brazilian and indigenous parts of Brazilian culture, as samba coconut jongo, creole drum etc.. They with whom I identify most are. The melodies and the basic rhythms of forró has similarities with the Finnish folk music of yesteryear, and how forró is simple to adapt, which is why we have a public that grows every day here in Finland.

SL: The musical education usually begins early in Finland. What is the trajectory of the members?

MK: Each of us has played a musical instrument since childhood, but only two of the band play their instruments professionally.

SL: How the Finnish people react the Brazilian sound of their songs?

MK: In general, the Finnish public thinks our rich and interesting style. Brazilian songs we play seem more exotic clear to them, because of the language and all, but our own songs are now a mixture of so many things that the public might not relate the music with Brazilian culture but with a new and different style .

SL: What was the process of writing letters to the Brazilian rhythm in Finnish?

MK: Early Brazilian forró played only in Portuguese. The gang tied up and loved the music and dancing, but people always came to talk it would be so good to understand the lyrics and also so that the public could now adapt to another level. Wanted to do translations of Brazilian music but we started making our own songs with lyrics in Finnish and our own seasoning.

SL: What was the biggest challenge when choosing to work with a Brazilian rhythm in Finnish lands?

MK: The biggest challenge in this process was and is working in a way that we can well represent the sides of forró with respect to roots, but at the same time understand that we can not always please all the people in the world🙂

SL: Thank you so much participation from you, talking a bit more about their culture and their work. What message would like to leave the readers of Suomi Lovers?

MK: We want to thank everyone for the attention and hopefully we’ll meet in the band’s show in the near future!

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