Turisas: expectativa para os shows na América do Sul

Turisas promo

Por Esther de Camargo e Sigryd Bagon
Tradução Esther de Camargo

A banda finlandesa Turisas desembarca no Brasil no próximo fim de semana. Pela primeira vez a banda fará um show para fãs brasileiros. Olli Vänskä fala sobre as expectativas, o que ouviu sobre o público sulamericano, da tour com o Firewind e conta um pouco da história da Finlândia. Confira!

SL: O nome da banda, Turisas, certamente tem algo a ver com cultura finlandesa. De onde veio o nome e qual seu significado?

OV: Turisas é o nome de uma antiga deidade, basicamente um deus da guerra na região de Häme, na Finlândia. Foi mencionado pela primeira vez em uma antiga lista de deuses por Mikael Agricola, em 1551, comumente chamado de pai do idioma finlandês. Turisas era também chamado de “gigante”. Relacionado com a deidade nórdica, Thor. É bastante similar, acredito.

SL: Poderia contar mais sobre as antigas batalhas na Finlândia, como eram e quais aspectos culturais seriam relacionados com seu trabalho e vida?

OV: A Finlândia sempre esteve cercada por grandes países, Suécia e Rússia, e constantemente lutou ao decorrer dos anos. Fomos parte da Suécia de 1249 até 1809, quando a Rússia venceu na região da Finlândia, mas só viemos a ganhar nossa independência em 1917. Muitas batalhas se passaram dentro e nas fronteiras da Finlândia, a última guerra foi durante a Segunda Guerra Mundial. Nos dias de hoje, de muitas formas, somos a fronteira mais distante entre Europa Ocidental e Leste Europeu.

SL: Há alguma parte da cultura brasileira com a qual se identifique? Acha que há alguma similaridade entre a cultura brasileira e a finlandesa?

OV: Não conheço a cultura brasileira bem o suficiente para responder essa pergunta, mas estou esperançoso para ir ao seu país e aprender mais!

SL: Recentemente, Turisas fez um cover da canção ‘‘Rasputin’’ de Boney M. De onde surgiu a idéia? A banda possui planos para mais covers nos próximos álbuns?

OV: Foi originalmente idéia do Mathias. Ele estava em uma balsa da Finlândia para Estocolmo e lá havia uma banda cover. Uma das músicas que tocaram, foi ‘‘Rasputin’’, uma versão disco rock ou algo do tipo, e ele achou que seria uma boa idéia tentar isso.

Desde então, nós também fizemos “Broadsword” do Jethro Tull e “Supernaut” do Black Sabbath, e deve haver algo de interessante por vir no futuro.

SL: O ensino musical começa geralmente cedo na Finlândia. Musicalmente falando, qual é a trajetória musical dos membros?

OV: Temos muitos históricos diferentes: Eu comecei a tocar violino aos 5 anos de idade e estudei violino clássico até os 14 anos. Após isso, participei de muitos projetos e finalmente, acabei tocando violino para o primeiro álbum do Turisas, em 2003.

Alguns dos outros, são autodidata, alguns são músicos profissionais com diplomas, e todos tocam desde muito jovens.

SL: Turisas esteve em turnê pela América do Norte com a banda grega Firewind. A respeito da diferença entre o gênero musical de ambas as bandas, como foi a aceitação do público do Firewind com o Turisas?

OV: Foi muito boa! Penso que a longo prazo isso beneficia a banda por estarmos em turnê com bandas de estilos variados. Acredito que esse cruzamento causa um bom impacto para ambas as bandas.

SL: Quais são as expectativas da banda para os shows na América do Sul? O que ouviu sobre o público sulamericano?

OV: Ouvimos dizer que vocês são loucos! Das outras bandas, ouvi dizer que é um público muito animado, longas distâncias e viagens muitas vezes são necessárias. Estou muito animado com tudo isso!

SL: Os fãs brasileiros estão fazendo uma campanha chamada “We want Those Were the Days live in Brazil” (Nós queremos Those Were the Days ao vivo no Brasil). Seria possível ter esse pedido atendido?

Veremos o que irá acontecer. Nós não temos tocado essa música há muitos anos, mas todos vocês têm sido muito entuasiasmados com isso. Se tivermos o tempo e a chance, então talvez faramos algo sobre isso.

SL: O que você pensa sobre a classificação “Battle Metal” como o gênero músical da banda Turisas?

OV: Serve ao propósito. Em essência, “Battle Metal” não significa nada e todo o nome começou como uma coincidência, um tipo de piada durante as gravações do primeiro álbum. E novamente, nós possuimos som muito distinto e bombástico, mesclado a vários estilos, eu prefiro o termo ‘‘battle metal” a algo restrito em conceito, como folk metal, viking metal ou… symphonic epic Finnish melodic death folk metal.

SL: Para concluir, por gentileza deixe uma mensagem aos fãs brasileiros que estão tão animados para essa data.

OV: Muito obrigado por esperar e por todo seu esforço! Especialmente, gostaríamos de agradecer nosso Street Team brasileiro que trabalhou tão arduamente para que pudéssemos fazer shows aí. Vamos nos divertir!

Agradecimento especial: Heloisa Vidal

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